Imagem
Foto/Imagem Imagem Ilustrativa

TRE celebra 2º lugar da Bahia em cadastros de biometria, mas capital preocupa

A Bahia fica atrás apenas de São Paulo, que alcançou 431.541 eleitores a mais

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) é o segundo estado que mais realizou a biometria de eleitores durante o ano de 2017. Com mais de 2 milhões de cidadãos recadastrados, a Bahia fica atrás apenas de São Paulo, que alcançou 431.541 eleitores a mais com digitais coletadas.

Mesmo com o bom desempenho, os 2.441.494 eleitores baianos recadastrados ainda representam 67% da meta estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a corte baiana, que precisa atingir o recadastramento de 3 milhões de cidadãos em 54 municípios.Essa turma toda têm até o dia 31 de janeiro para ficar em dia com a Justiça Eleitoral. Quem não fizer o cadastramento biométrico, terá seu título cancelado.

O presidente do TRE-BA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, disse ao CORREIO estar feliz com o resultado, mas preocupado com o desempenho de Salvador.“Nós biometrizamos 2 milhões de eleitores e acredito que vamos conseguir mais um milhão para atingirmos a meta. Salvador está atrasada. A minha preocupação é com a capital. Apesar de ter a maior estrutura para atender o público, a cidade ainda está atrás. Os eleitores precisam fazer o recadastramento para não ficarem sem título”, alertou Rotondano.

O presidente do TRE-BA ainda comentou a alteração da cláusula de barreira e o fim das coligações proporcionais. O Senado aprovou, nesta terça-feira (3), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria uma cláusula de barreira a partir da eleição de 2018 e o fim das coligações proporcionais de 2020 em diante. A cláusula de barreira prevê a necessidade de que os partidos alcancem uma taxa de votos válidos para continuar tendo acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.Com o fim das coligações proporcionais, os partidos com afinidade poderão ser unidos em grupos chamados "federações".

 A federação deverá ser formada antes das eleições e os partidos passam a ser obrigados a atuar em conjunto pelo período de quatro anos. As subfederações também são previstas, formadas por dois ou mais partidos integrantes de uma federação, mas somente irão atuar para o período da campanha eleitoral.

“O que não pode é permanecer do jeito que se está hoje. Está muito cedo para cravar que essa alteração vai ser positiva. Apesar da gente não poder fazer uma avaliação concreta ainda, eu acredito que qualquer reforma que vier, não pode ser pior do que está”, opinou Rotondano, que afirmou que a alteração não influenciará diretamente na fiscalização do TRE.“Eu acredito que em termos de fiscalização e atuação da Justiça Eleitoral, nada vai mudar porque a Justiça Eleitoral vai continuar firme, defendendo os interesses do cidadão, defendendo a democracia e garantindo que a vontade popular seja concretizada através do resultado dos votos”, disse.

Correio24horas


Compartilhar esta notícia

Notícias Relacionadas

0 comentário(s)

Faça o seu login ou cadastre-se para comentar!