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Foto/Imagem G1

Com greve de funcionários, Correios realizam mutirão para normalizar entrega de correspondências

Segundo empresa, 74,03% do efetivo está trabalhando; sindicato contesta e diz que 70% da categoria está paralisada.

Os Correios realizarão neste sábado (30) e domingo (1º) mutirões com a finalidade de colocar em dia a carga de objetos postais atrasada por conta da greve dos funcionários da empresa, iniciada no último dia 19 de setembro.

Segundo a assessoria dos Correios, na Bahia, 74,03% do efetivo está presente trabalhando, e somente os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje, Disque Coleta e Logística Reversa Domiciliária) estão suspensos. O Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos da Bahia (Sincotelba), entretanto, contesta a informação da empresa e diz que cerca de 70% dos funcionários estão parados.

Ainda de acordo com o Sincotelba, uma assembleia da categoria está agendada para a próxima segunda-feira (2), em Salvador.

Justiça do Trabalho

O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Emmanoel Pereira, declarou abusiva a greve realizada por funcionários dos Correios desde a semana passada. A decisão derruba a liminar concedida na segunda-feira (25) que determinou a manutenção de 80% das atividades nas unidades da empresa. Segundo os Correios, os "empregados que aderiram à paralisação devem retornar aos seus postos de trabalho imediatamente".

O motivo apontado por Pereira para declarar a paralisação abusiva é que ela foi iniciada enquanto ainda estava em andamento um processo de negociação coletiva. Ele diz ainda que, com o movimento declarado abusivo, na prática, os trabalhadores que seguirem parados "não estão em greve", e sim "ausentes do trabalho".

Em nota, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), que tem 31 sindicatos filiados, contestou a decisão do TST. "Em nenhum momento, a federação se absteve de realizar as negociações com a ECT, tendo reiterado a disponibilidade do Comando de Negociação. A própria direção da empresa, por meio de nota, cancelou as negociações devido à deflagração da greve", afirmou a entidade


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